25.7.06

E se a internet parasse totalmente de funcionar? parte 1

Recebi esta matéria por e-mail e resolvi publicar. Como é um pouco extensa, vou postar em partes. Hoje vai a 1ª.

Por Bruno Vieira Feijó
Imediatamente, o caos seria generalizado. "Basta imaginar que por trás de quase tudo o que fazemos hoje há um tripé de insumos essenciais: energia, telecomunicações e tecnologia. E a internet foi capaz de juntar tudo isso na tela do computador", diz Bob Wollheim, investidor de empresas de tecnologia. "Perder a habilidade de se comunicar com facilidade, ainda que por pouco tempo, significa retardar o nosso crescimento. Em vez de avançar, estaríamos ocupados em reatar o que já existia", diz Ricardo Chisman, sócio da consultoria em tecnologia Accenture. "Mas é tão improvável, que nenhuma empresa prevê algo parecido em seu gerenciamento de riscos."
O caos seria temporário, mas afetaria a totalidade da população do planeta. "A penetração da web chega a 70% nos países ricos, justo aqueles que mais influenciam as compras e vendas do comércio mundial", diza especialista em redes de computadoresTereza Cristina Carvalho, da USP. Se a queda persistisse por mais de uma semana, aí, sim, passaríamos por uma adaptação penosa. Klaus Kleinfeld, presidente da Siemens, chegou a declarar numa conferência que isso não é impossível: "Tudo o que se precisa para derrubar a internet é um computador e uma mente doentia que saiba como a rede trabalha".
Funciona assim: o controle do tráfego é feito por 13 máquinas principais e outras 1 000 interligadas pelo globo por cabos submarinos. Essas estações secundárias fazem cópia da informação armazenada nas principais e podem substituí-las a qualquer momento. Por isso, é mais fácil derrubar o sistema com um vírus do que bombardeá-lo fisicamente. "O que torna a internet tão vulnerável é a popularização das conexões rápidas, com micros desprevenidos ligados o tempo todo em rede", afirma KC Claffy, diretora da Associação Cooperativa para Análise de Dados da Internet (CAIDA, na sigla em inglês). Foi essa característica da rede que permitiu, por exemplo, que em 2003 o vírus Slammer infectasse 75 mil computadores em 10 minutos, incluindo os servidores do Bank of America .